Madonna Rock Gothic Show













10/05/2004 14:34

enviada por Rock Star



10/05/2004 14:28
VEGETAN BIBLE

Existem algumas perguntas chaves, que sempre me são dirigidas quando estou em algum lugar onde eu ministro cursos, palestras ou mesmo entrevistas à imprensa. Vou conversar um pouco com vocês sobre uma dessas perguntas que é talvez, de todas, a mais comum, e que me são sempre dirigida: "Se o vegetarianismo é tão bom, porque nem Jesus, nem a Bíblia falam sobre isso?"

Aí é que vocês se enganam, pois lhes afirmo que sim, eu falo isso com autoridade de um antigo e grande estudioso da Bíblia, tendo inclusive lido-a por muitas vezes, de Gênese até Apocalipse, até mesmo o livro de Números inteiro, fora as inúmeras leituras esparsas dos seus diversos livros e capítulos em várias ocasiões... Como primeira referência ao tema alimentação e vegetarianismo temos logo no início da Bíblia em seu primeiro livro Gênese 1, 29, o texto: "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvores que da semente, ser-vos-á para mantimento."

Isto colocado logo no 1º capítulo do primeiro livro mostra a importância dada ao tema alimentação/vegetarianismo pelo mais importante de todos os livros já editados no Ocidente, a Bíblia, sendo inclusive pela sua importância de todos os livros impressos quando da descoberta da imprensa por João Gensfluich Gutenberg em Mongúrcia, às margens do Reno na Alemanha por volta de 1455.

Seguindo, mais ainda em Gêneses, temos agora no Capítulo IX, versículo 4, o seguinte texto: "A carne, porém, com seu sangue, isto é sua vida, sua alma não comereis."

E chegamos agora ao terceiro livro do Pentateuco escrito por Moisés. O "Livro doa Levitas" a tribo sacerdotal, corresponde analogamente aos brâmanes do hinduísmo. Este texto diz no seu capítulo XVIII, versículo 10: "E a qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, se comer algum sangue voltarei o meu rosto contra a sua alma e exterminá-lo-ei do meio do seu povo. "Segue-se ainda algumas explanações nos versículos seguintes a este, que vão do 11 a terra ao de número16 um. No que diz respeito a essas passagens citadas, é nela que se baseavam os Testemunhos de Jeová para não se submeterem a transfusão sanguínea.

Ainda no mesmo capítulo XIX, só que agora versículo 26, nós encontramos uma explícita declaração no que diz respeito à orientação quanto a não comer sangue/carne, texto a reza o seguinte: "Não comerei coisa alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis.".

E vejam agora que a atualidade expressa no seguinte texto Deuteronômio, III, 19 “Quando ver se tinha ares uma cidade..., não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás: pelo que não o cortarás, pois o arvoredo do campo é o mantimentos do homem,...".

Atualidade essa que vem à tona principalmente pela evidência dos problemas ecológicos, momento no que diz respeito às devastações de imensas áreas florestais (principalmente para criação de pasto para gado), que desde essas remotas eras a Bíblia já nos alertava sobre o perigo que era destruí-las, pois antes de mais nada são nosso alimento de uma forma direta ou indireta.

"Comecei carne de touros? Ou beberei sangue de bodes?”. Não é exatamente o que fazem aqueles que têm o hábito de comer carnes? E vejam que estes são Salmos L, 13 de Davi, tão claro e explícito na surpresa interrogação.

Mais simples e direto só texto que se segue, de autoria do sábio, Salomão que diz nos Provérbios XV, 17 "Melhor é a hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo e com ele o ódio.".

Sim pois é com ódio que o boi vem a nossa mesa, com o ódio do açougueiro que o mata, e com o ódio do próprio boi, ao se ver conduzido impotente ao matadouro e ao seu carrasco.

Vejam que todas essas situações não são de minha autoria, mas sim tiradas do texto bíblico, após anos e anos de leitura, estudos e pesquisas do mesmo, não se espantem em se não encontrarem o texto referendado em sua Bíblia pois existem algumas variações numéricas entre as Bíblias católicas e protestantes, entre estas, das diversas denominações.

Fonte: Reportagem com o prof. Helder Carvalho publicada no Jornal Vegan.
enviada por Rock Star



10/05/2004 14:18


enviada por Rock Star



10/05/2004 14:17
A TEIA DE ARCNE

Um pequeno grupo de amigos, num universo grande, com poderosas potências que dividiam o espaço. Acreditaram no sonho e na liberdade desafiaram os deuses para tecer as suas fantasias, estas floresceram, e ao pequeno grupo de amigos somou-se mais um, mais dois, mais dez, cem, mil. E a fantasia cresceu, encheu o espaço com sua teia, tecida de mitos com linhas de ilus?o. Agora, mas somos muitos no mesmo objetivo, realizar os sonhos.

LUA CHEIA

Lua Cheia,
Lua Bela,
Lua de resplendor,
Lua de amor,
Com sua chuva de prata,
Que penetra em nosso ser,
Trazendo magia, energia e muita paz,

Lua cheia,
Lua bela,
Lua prateada,
Abençoando seus filhos,
Com seu carinho maternal,

Lua cheia,
Lua da Mãe,
Mãe de vários nomes,
Sua presença traz grande beleza,
Ouça os pedidos com cuidado,
Acaricia os desolados,

Lua cheia,
Lua entre as estrelas,
O que tenho a fazer,
Se não agradecer?
Oro para ti e agradeço o seu chamado,
Lua cheia,
Lua de prata.

RETIRADO DO SITE TEIA DE ARACNE
enviada por Rock Star



10/05/2004 14:14

enviada por Rock Star



10/05/2004 14:13
>Olha a situação da nossa MPB...
>
>* Cazuza e Renato Russo morreram de AIDS;
>
>* Chico Science morreu em um terrível acidente de
carro;
>* Marcelo Yuka foi baleado e ficou sem o movimento das
pernas e do braço
>esquerdo;
>
>* Hebert Vianna sofreu um acidente de ultraleve,
perdeu a mulher e sofreu
>danos irreparáveis no cérebro;
>
>* Marcelo Fromer foi atropelado e morreu no hospital;
>
>* Cassia Eller nos deixou após um coquetel de drogas;
>
>
>Quem será o próximo?
>
>Ao longo dos anos, o abuso das drogas e do álcool nos
tirou:
>
>* Elvis Presley, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi
Hendrix, Brian Jones,
>John
>Boham, Kurt Cobain, Bradley Nowell,...
>
>Outras fatalidades levaram Cliff Burton, Stevie Ray,
Vaughan, Jonh Lennon,
>Bob Marley, Rhandy Rhoad, Joe Ramone, Frank Sinatra,
Fred Mercury, George
>Harrison, Marwin Gaye...
>
>AGORA PARE E PENSE:
>
>QUANTOS PAGODEIROS, FUNKEIROS, AXEZEIROS, MORRERAM?
>
>* O Beto Jamaica cheira o que o nariz agüenta e não
morre, aquela praga;
>
>* Alexandre Pires enche o rabo de cachaça, sai a toda
com o seu carro,
>matou
>um coitado no meio da rua, não morre e continua
compondo aquelas merdas;
>
>* Xandy e Carla Perez, vão piorar ainda mais o futuro
do mundo tendo outros
>filhos;
>
>* Netinho, do Negritude Junior tem voz de viado,
rebola como viado, parece
>viado e tem filho que nem coelho;
>
>* e o tal do Rodriguinho, o que ele quer com aquela
viseira na cabeça?
>
>* e o Cumpadi Washington, tem a maior cara de pinguço
de boteco da esquina,
>um péssimo gosto para roupa, mas come a Sheila
Carvalho.
>
>* e o pagodeiro Bello, metido com traficante e até
encomendando míssil
>anti-aéreo,...
>
>AONDE O MUNDO VAI PARAR?
>
>Não quebre essa corrente! Se vc passar essa mensagem
>
>Para:
>
>* 1 pessoa: Morre o Xandy
>
>* 2 pessoas: Morrem Xandy e Netinho
>
>* 3 pessoa s: Morrem o Bonde do Tigrão, o cumpadi
Washington, o Xandy,
>Alexandre Pires e o Vavá
>
>* 10 pessoas: Morrem É o Tchan, Alexandre Pires, Vavá,
Frank Aguiar,
>qualquer nome "dos teclados", a Kelly Key e o Xandy.
>
>* 25 pessoas: Haverá um show de pagode/funk/axé no
Afeganistão, em
>homenagem
>para o Bin Laden, e ele para variar decide jogar o
avião dos "artistas" em
>cima da casa do Xandy.
>
>* 50 pessoas: a Sandy se transformará em uma porra-
loca, sairá na Playboy,
>se tornará stripper de uma boate em Copacabana e
cobrará 10 mangos mais uma
>coxinha com Sukita pelo programa, e seu irmão, o
Júnior mudará de sexo, e
>passará a chamar Samanta, e o melhor de tudo: ficará
mudo.
>
>CASO VC NÃO PASSE ESSA MENSAGEM PARA FRENTE, TODOS OS
RÁDIOS À SUA VOLTA
>TOCARÃO ETERNAMENTE "EGÜINHA POCOTÓ", "BABA
BABY", "MAIONESE".
>
>Isso é assunto sério!! Não quebre esta corrente


enviada por Rock Star



10/05/2004 14:10


enviada por Rock Star



10/05/2004 14:08
Gótico

"É que cada um tem uma idéia própria , geralmente deturpada, da Idade Média. Só nós monges daquela época sabemos a verdade, mas, ao dizê-la podemos ser queimados vivos." - Umberto Eco
O Gótico não é apenas uma opção de estética e sim uma mistura entre surrealismo, romantismo e estilo medieval. O Estilo Gótico tem origem nos Tempos Medievais, séculos XIII e XIV, ligado principalmente a arquitetura como catedrais e igrejas. O aparecimento do verdadeiro Estilo Gótico vem alguns anos a frente, onde a Época Medieval já era considerada um período bárbaro e obscuro, os bárbaros que lá viviam eram chamados de genos, portanto Gótico significa Bárbaros por excelência, causando assim um profundo desprezo.
O gótico, portanto é aquele que cultiva a depressão, utiliza a música, a arte e a literatura para expressar suas decepções tanto amorosas quanto da vida, sua opinião sobre o mundo e sobre as coisas no qual ninguém se importa, ou ainda para criticar aquilo que tanto o incomoda.
A literatura Gótica faz uma grande distinção entre o BEM e o MAL, onde Satã possue um grande papel. São muito citados nos textos góticos a noite, o pessimismo, a loucura, os sonhos, as sombras, as quedas, o medo, a decomposição, a atração pelo abismo, sem se esquecer da principal: a MORTE e a VIDA.
.
Góticos: opções estésticas e definições
Em primeiro lugar vamos as definições começando pelo sentido etimológico e histórico da palavra.
O termo gótico têm sua origem ligado a um estilo de arte medieval presente entre os séculos XIII e XIV que sucedeu ao estilo românico (séculos XI e XII) fazendo-lhe oposição. Sua presença é marcante no que se refere principalmente a arquitetura, sendo famosas as catedrais que seguiram o seu padrão arquitetural como Notre-Dame de Paris, Chartres e Reims.
O aparecimento do termo gótico entretanto encontra-se alguns anos a frente dessas construções medievais. Durantes os séculos em que foi moderna, a arte ótica era conhecida sob o nome de opus francigenarum, o que significa obra francesa e indica bem a sua principal origem. Entretanto nos séculos XV e XVI com a renascença e o entusiasmo pela antiguidade clássica, passou-se a considerar a Idade Média como uma época bárbara e obscura. Como os godos eram os bárbaros mais conhecidos, o estilo passou a se chamar gótico, ou seja, bárbaro por excelência, alcançando um sentido pejorativo e de profundo desprezo.
.
O Romantismo e o resgate da estética medieval:
"É que cada um tem uma idéia própria, geralmente deturpada, da Idade Média. Só nós monges daquela época sabemos a verdade, mas, ao dizê-la podemos ser queimados vivos."
O movimento romântico que se fez presente no século XIX procurará romper com os valores do classismo que assim como o renascimento exaltava os valores estéticos da antiguidade clássica e o racionalismo. Ao afrontar esses padrões o romantismo faz uma espécie de reabilitação da Idade Média e do seu imaginário. Muitas obras românticas como por exemplo Notre-Dame de Paris de Vitor Hugo têm como cenário a Idade Média. Entretanto a visão dos românticos era extremamente idealizada.
São ainda os românticos os responsáveis pelo surgimento do "gothic novel" ou "romam noir", normalmente ambientados em castelos sombrios e ambientes tenebrosos. O castelo de Otranto lançado em 1764 por Walpole é um celebre exemplo disso. A Gothic Novel utiliza o passado como cenografia, pretexto para a construção fabulística, para dar livre curso a imaginação. Walpole pode ser cosiderado o criador e precursor do "gothic novel", seu romance foi inovador rompendo com os padrões literários então vigentes, criando uma atmosfera repleta de personagens inverossímeis, terrores sobrenaturais e castelos arruinados. O estilo fez um tremendo sucesso, sendo copiado por vários autores, indo muito além do romantismo nas formas do conto fantástico, conto de terror e até a ficção científica.
O verme romântico nasce ainda sob os trajes do herético do anjo caído, é o "maldito" por excelência, e isso não podemos perder de vista. Sob esta ótica o romantismo é ainda a reabilitação do mal, onde o mal se transforma em discurso noir, discurso de desconstrução moral que se perpetuará no século XX através do Dadaísmo e do Surrealismo.
É no romantismo literário que se torna mais aparente e mais facilmente acessível para nós esse esforço sincrético para reintegrar no Bem o Mal e as trevas, herdando toda a dramatização da literatura bíblica e da iconografia medieval. Satã faz sua entrada triunfal como o Mefistófeles de Goethe, sendo o herói byroniano do Mistério de Caim. Faz-se a celebração da noite obscura, que passa a ser o lugar previlegiado da celebração dionisíaca tão presente na obra de Novalis ( Hinos à Noite). Acompanhando o resgate dos valores noturnos temos o pessimismo, a loucura, os sonhos, as sombras, a decomposição,a queda, a atração pelo abismo, a morte e a urgência pela vida.
Esta inversão de valores é facilmente reconhecida nas obras de Vitor Hugo como Le Fin de Satan e a já citada Notre-Dame de Paris, onde a maldade e a feiúra tornam-se em ideal.
O herói romântico traduz-se nas figuras do dândi e do libertino, imortalizados em vida e obra por Wilde, Byron e Sade.
O romantismo abre espaço para o terror diabólico e ancestral nas obras de Poe, Le Fanu e Bram Stocker, surgindo da obra destes dois últimos a figura nefasta do vampiro, o amante imortal.
No dark side do romantismo portanto, encontramos praticamente todos os elementos estéticos que tanto deliciam os góticos até os dias de hoje... Além da sua origem através do gothic novel.
.
Amor aos vermes
Claro que não é apenas no romantismo que os atuais góticos se nutrem, mas é na escola de morrer cedo que encontramos as suas referências mais preciosas, além da origem da atual acepção do termo. Todos os vermes na verdade tem a sua contribuição a dar, seja um Bosch entre a Idade Média e a renascença, um Byron romântico, um Dali surrealista, a degenerescência de um Fritz Lang, ou o cinismo caústico de um Wilde, pois onde quer que surja uma sociedade ordenada e racional, lá surgirá o verme delirante, receba ele o nome que for. E talvez seja este o princípio estético dos góticos, o amor aos vermes, não importa a linguagem
ou escola artística.
.
Arquitetura e Escultura Cemiterial
Apesar da aparência muitas vezes triste, os cemitérios, principalmente os mais antigos podem guardar ricas surpresas para quem se dispõe a procurar. Alguns constituem verdadeiras galerias de arte a céu aberto sendo até mesmo possível encontrarmos peças e esculturas de artistas famosos. Em países como a França e Argentina alguns cemitérios são até mesmo pontos turísticos que atraem viajantes do mundo inteiro como por exemplo os Cemitérios de Pére Lachaise (Paris) e da Recoleta (Buenos Aires).
Eles são concorridos pontos turísticos por terem entre seus moradores eternos figuras famosas que fizeram história nas artes ou na política. Mas com certeza a beleza da arte tumulária presente nestes cemitérios contribui e muita para a sua fama.
No Brasil também encontramos exemplo magníficos de arte tumulária principlamente nos cemitérios de São Paulo como Consolação, Araçá, Paulista e Morumbi. Também existem importantes acervos de arte tumulária no Rio de Janeiro, na Bahia e em Recife. Entretanto ao contrário do que ocorre em outros países são poucos os que percorrem os cemitérios brasileiros para visitação de túmulos ilustres (com exceção do dia de finados) ou que saibam apreciar as obras de arte que estes cemitérios muitas vezes escondem. Muitos dos jazigos presentes nestes cemitérios foram feitos por artistas europeus e com materiais muitas vezes importados, tudo com o objetivo de enaltecer o nome das famílias abastadas. Em cemitérios como o da Consolação em São Paulo é possível encontrar obras de artistas consagrados como Brecheret e Luigi Brizzolara ao lado de outros não tão conhecidos como Eugênio Pratti e Ramando Zago. Muitos artistas italianos de renome deixaram um enorme acervo de peças espalhadas pelos cemitérios brasileiros, principalmente em São Paulo, e muitas destas peças só agora estão sendo identificadas. Para se ter uma idéia, somente no cemitério do Araçá existem cerca de 80 peças catalogadas, de notório valor artístico.
O caráter individualizador do nome da família é uma das preocupações do imigrante europeu no Brasil, a partir da segunda metade do século XIX. Os cemitérios de Vila-Verde, Municipal de Curitiba, do Araçá e do Braz de São Paulo formam conjuntos de capelas jazigos familiares, recriando aquela atmosférica doméstica dos bairros tradicionais dos imigrantes. A comunidade representa-se, então , no todo do divisionismo e nos hábitos das famílias usuárias, que tratam de suas capelas como se fossem prolongamentos de suas próprias casas, levando para os jazigos os mesmos arranjos decorativos que o seu nível cultural lhes permite refletir. A preocupação do colono europeu na área de enriquecimento imediato era muito tendente a individualizar seu nome, através da exibição de sinais de abastança. O caráter monumental da última morada era para muitos fruto de uma ansiedade de se auto-afirmar socialmente.
No estudo dos cemitérios brasileiros os estilos se sucedem como nas necrópoles européias, porém com datas defasadas e submetidos às razões da disponibilidade dos materiais locais. Há uma certa diferença entre os objetos produzidos no percurso da belle époque e os que surgiram logo após, de um estilo diferenciado, denominado art noveau. Nas principais metrópoles européias o início da art noveau tem data certa em 1890. O seu surgimento elege a máquina como instrumento de pluralização de produção artística, capacitada para atender o consumo da decoração doméstica, trajes, e objetos de uso cotidiano até o nível da pequena burguesia urbana. Os meios de lavor artístico adquirem soluções mecânicas com instrumental elétrico de muito maior rentabilidade de tempo e produção. Brocas serras e polidores elétricos, novos métodos de fundição e metalurgia possibilitam a reprodução de protótipos de objetos de criação artística, ao nível industrial.
Em relação a arte cemiterial, tais possibilidades determinam, em todos os centros urbanos de expressão e riqueza, novas e reconhecíveis características. Até então as construções cemiteriais se valiam do trabalho artesanal e da eventualidade artística. Com o trabalho industrial mecanizado, as fundições passaram a fornecer gradis e portões, cercaduras de ornatos, frisos, cruzes e alegorias pré-moldadas, vigas metálicas, colunatas de estruturas , etc. A estatuária náo era mais trabalho do escultor, neste caso entendido como o artista criador do objeto modelado. Estatuário na linguagem do século passado, corresponde ao artesão habilitado a reproduzir em pedra os protótipos encomendados, mediante pantógrafo, brocas elétricas e produção em série.
O traço que distingue a passagem da arte tumulária neoclassista para a da belle époque corresponde, em primeiro lugar à diminuição, e mesmo esvaziamento da simbologia escatológica tradicional. Estas eram freqüentes, quase obrigatórias na fabricação dos marmoristas de Lisboa, tanto na representação do objeto principal como na distribuição dos elementos alegóricos. A belle epoque se despe da excessiva carga escatológica e se realiza como uma nova espiritualidade lírica, procurando impregnar, até as próprias alegorias, com uma aparência de profundo realismo, de verismo. Por isso logo transforma a figura alada e assexuada dos anjos da estatuária classista, em novos personagens, em anjos de procissão que parecem existir em nosso cotidiano. Os anjos da belle époque ganham sexo, expressam a idade, brincam como crianças, refletem juventude, mas também sabem assumir quando querem traduzir desolação, as atitudes mais teatrais e melodramáticas.
O romantismo das figuras da belle époque embora tenha uma apresentação realística não pode ser identificado com os sinais eróticos que se manifestariam depois na arte tumulária. São igualmente freqüentes na arte tumulária da belle époque sinais de referência e de simbolização de fortuna, do prestígio e da ropriedade. A presença de alegorias pagãs, como o símbolo do deus Mércurio (ou Hermes, do Comércio), além de outras figuras mitológicas como ninfas também é constante. A belle époque também não foi insensível ao enaltecimento dos produtos industrializados substituindo o bronze pelo ferro em muitas das esculturas.
O final do século XIX e princípio do século XX foi extremamente rico para a arte cemiterial brasileira por reunir ao mesmo tempo famílias com recursos financeiros e disposição para construir túmulos suntuosos e artistas de grande talento que aqui aportaram, principalmente italianos. São desse período muitas das peças produzidas por Brecheret, de caráter modernista, além de outras peças que denotam sensualidade e monumentalidade, como a dos artistas Emendabili, Oliani e Nicola Muniz. Todos apresentando uma riqueza de detalhes e leveza surpreendentes. A presença de nus na arte cemiterial é uma grande inovação deste período.
Nos cemitérios brasileiros não é tão fácil distinguir-se essa sucessão cronológica dos estilos, comparecendo a belle époque e art noveau muitas vezes como mercadorias importadas, imitadas, dispostas e acumuladas ao longo das quadras. Devido a disposição muitas vezes atrofiada de alguns cemitérios até mesmo observar as peças torna-se muitas vezes um grande sacrifício. Outro fator de prejuízo é sem dúvida a má conservação de muitas das necrópoles brasileiras, algumas centenárias e em estado de total abandono. Numa perda irreparável de um belo patrimônio artístico nacional. Hoje em dia, com o surgimento dos chamados cemitérios-jardim a arte da escultura cemiterial praticamente está extinta. Outro fator que leva a presença cada vez mais escassa de túmulos monumentais, é o alto custo dos materiais como o mármore, ferro e bronze, além da quase inexistência de artistas que se dediquem a este tipo de trabalho. Resta-nos portanto lutar para preservar esta verdadeiras obras de arte que ainda subsistem espalhadas pelos cemitérios brasileiros, começando por reconhecer o seu inestimável valor estético.
.
Origem dos Cemitérios no Século XVII
"Esta a morte perfeita, nem lembranças, nem saudade, nem o nome sequer. Nem isso..." - Lygia Telles (Venha ver o pôr-do-sol)
Aconteceu no mundo inteiro, um fenômeno curioso no final do século XVII. Por medida sanitária os sepultamentos passam a realizar-se em área aberta, nos chamados campos-santos ou cemitérios secularizados.
Isto já não era novidade: japoneses, chineses, judeus e outros povos já traziam tradicionalizada a inumação a céu aberto. Os protestantes também, em muitos países o faziam. A mudança afetou principalmente os povos de predominância católica. No Brasil, o enterro fora da Igreja era reservado aos acatólicos, protestantes, judeus, muçulmanos, escravos e condenados, até que por lei, inspirada na correlação que se fez entre a transmissão de doenças através dos miasmas concentrados nas naves e criptas, se instalaram os campos de sepultamento ensolarados.
Um outro motivo, que embora não diga respeito a realidade brasileira merece ser citado, diz respeito a laicização do Estado e sua separação da Igreja. Um exemplo digno de nota é o caso do Pére Lachaise de Paris (descrito melhor logo a seguir), que apesar de receber o nome de um padre católico, abriga tanto pessoas de várias religiões quanto não-religiosos, sendo um dos dos primeiros cemitérios laicos e também um dos mais famosos do mundo.
A urbanização acelerada e o crescimento das cidades é também uma importante razão para a criação dos cemitérios coletivos a céu aberto, visto que o crescimento populacional desenfreado não permitia mais o sepultamento em capelas e igrejas, que já não comportavam o aumento da demanda.
Numa primeira impressão o fato parece ter explicação simples, mas quando se atenta para o resultado ocorrido, sobre mais de um século, estudando-se o fantástico derrame de fortunas nas construções tumulárias pomposas, dos abastados de cada cidade, quando se verifica a diferença de comportamento entre a sepultura de igreja e a de construção livre arbitrada pela fantasia do usuário, e também quando se considera a história social e cultural do mesmo período, então se percebem outras razões no fenômeno. Não foi somente uma questão do ponto de vista higiênico, ou seja, uma razão metade prática e metade científica (e também política e social), da sociedade oitocentista. Se esta mudança acontecesse apenas por esse motivo, os cemitérios católicos em descampados teriam permanecido sóbrios e padronizados do mesmo modo que os erigidos por irmandades em mausoléus coletivos, ou como os de outras religiões.
A simplicidade dos padrões tradicionais e primitivos continuou caracterizando a sepultura coletiva enquanto o fausto e a arrogância da tumulária individual se desenvolveu espantosamente.
Portanto a verdadeira razão da grande mudança de atitude e gosto já existia há longos tempos no anseio de monumentalizar-se perante a comunidade. Era e sempre foi o desejo dos mais abastados, distinguir-se através de uma marca perene, de um objeto de consagração - o túmulo - pela atração de compara-se aos grandes personagens da história, sem a menor cerimônia, incluindo nesta leva os soberanos, os faraós, os reis, os papas e os príncipes, que mereceram sepulcros diferenciados dos demais.
Há de fato túmulos monumentais de papas de acordo com a pompa de cada época, contudo sempre integrados à construção da igreja. Há papas que não restaram por virtudes, e sim pela eventualidade do valor artístico, ou monumental de seus túmulos. De qualquer modo, erigia-se a igreja como bem público, integrada ao uso coletivo, e nela se fazia a sepultura do seu doador e benfeitor.
Entretanto em muitas igrejas, originalmente levantadas para serem o jazigo do doador, este descansa sob uma lápide que nem perturba o nível do chão. A arte tumulária varia com a data, acompanha cada estilo de época, e de região, e jamais sonega o caráter, a espiritualidade do meio em que ocorre. Sob tal prisma, isto é, tomando-se a arte tumulária como representativa desses atributos, podemos entender as estruturas sociais e culturais dos meios, mesmo quando tal se acha restrita a uma parcela da população. Aliás, tal restrição, relaciona-se diretamente com o tipo de economia da sociedade, estando deste modo a arte cemiterial condicionada a fatores de caráter sociológico, econômico e cultural.
.
Pére Lachaise de Paris
O grande cemitério de Pére Lachaise de Paris, fundado em 1804, precede em meio século os sepultamentos em cemitérios abertos decorrentes das leis e dos motivos sanitaristas, conforme ocorreu no Brasil.
O Pére Lachaise, que era um bosque, continuou a sê-lo e jamais perdeu o predomínio paisagístico. Suas sepulturas celebrizadas pelos nomes dos sepultados, vão desde a estela simples até a estatuária monumental e as capelas jazigo de enorme riqueza. Todavia, o distanciamento entre uma e outra, a topografia em aclive, as veredas até o fim da vista e os caminhos curvos arborizados permitem um percurso e uma compreensão de todas as datas, desde os túmulos góticos transladados até o da escultura expressionista de nossos tempos.
.
Arquitetura Gótica
"Idade média, és a minha escura subjacência." - Clarice Lispector
A maioria das pessoas quando houve a palavra "gótico", lembra logo das grandes e célebres catedrais medievais como Chartres, Reims e Notre-Dame de Paris. Mas será que isso teria alguma coisa a ver com as bandas européias de Gothic Rock como Siouxsie & The Banshees, Sisters of Mercy ou Bauhaus? Ao citarmos esta última em particular aí é que a coisa complica, afinal Bauhaus não era também uma escola de arquitetura criada em 1919 e fechada depois pelos nazistas?
Para encontrar respostas a estas perguntas vamos por partes:
Como já discutimos em outro tópico sobre a origem do termo gótico, existe sim uma relação com a arte gótica da Idade Média, mas filtrada pela reconstituição cultural que os românticos fizeram incorporando elementos da arte medieval em suas obras, como forma de contestar o classismo e seu apego a antiguidade clássica e ao racionalismo. No romântismo ao contrário havia um retorno idealizado em relação ao místico e ao imaginário medievais (elementos presentes também na arte barroca). E não há ícone melhor da Idade Média que a catedral gótica.
Neste sentido duas obras românticas são fundamentais: Notre-Dame de Paris de Vitor Hugo, e o Castelo de Otranto de Walpole.
Na obra de Vitor Hugo, a catedral torna-se o centro de toda a ação. O autor busca no passado histórico o rompimento com a estética clássica, elegendo o feio seu ideal de beleza, fazendo do disforme Quasímodo, o herói da história. Hugo considera ainda em seu romance a arte gótica como a verdadeira arte popular. Quanto a Walpole, é curioso notar que a idéia do romance se originou de um sonho e que posteriormente levou Walpole a construir um castelo gótico, o que acabou se tornando comum a época, em que vários dândis torraram fortunas na construção de castelos góticos medievais em pleno século XVIII.
O castelo medieval era ainda o cenário privilegiado do roman noir, com seus calabouços, masmorras, fossos, imensas salas, corredores sombrios e passagens secretas. É no castelo, em noites de tempestades e lua cheia que se dá o clímax das gothic novels, como ficou conhecido o gênero.
São resgatadas do cenário medieval personagens do imaginário cristão e popular, como o vampiro e porque não, Satã.
O Drácula de Bran Stocker não é nada mais que o lendário conde Vlad Teps da Transilvânia que segundo consta teria vivido no século XVI, e que tanto deliciou a imaginação dos românticos do século XIX.
Quanto a Satã, Goethe traduziu-o na figura de Mefistófeles, uma das personagens mais marcantes da literatura mundial. Todos os elementos estéticos, muitas vezes grotescos, que se encontram no roman noir ou gothic novel, tem no castelo e na catedral góticos a sua melhor inspiração e representação. E não é nenhum mistério que daí tenha saído a inspiração para 09 entre 10 bandas de Gothic Rock.
.
Cinema Gótico
"Quando me perguntam de onde vem minhas idéias, respondo que se originam de meus próprios pesadelos, mesmo quando não estou dormindo.
Temos medo de tudo: do desconhecido, do abismo, da noite, das tempestades, da selva e dos desertos. Na hora de escrever, basta pensar que aquilo
que me assusta provavelmente também assusta os outros. Em algum lugar dentro de nós existe uma chave que acende o medo; é aí onde se instala o
conto de terror, quando está bem escrito, pois o homem sente mais atração por monstros e dragões do que por heróis. Como é impossível estar sempre lutando contra nossos próprios demônios e males, de vez em quando sentimos necessidade de levá-los para passear." - Stephen King.
A sétima arte está repleta de obras-primas do gênero terror-suspense, filmes que de uma forma ou de outra expressam e exibem a face obscura e irracional da imaginação humana.
O porquê nos sentimos atraídos e fascinados pelo horror até hoje é um mistério. Os filmes de terror nasceram praticamente junto com a cinematografia. O primeiro filme do gênero surgiu em 1896 e chamava-se Escamotage d'Une Dame Chez Robert Houdin, e em 1912 veio A conquista do pólo no qual um expedicionário era devorado pelo abominável homem das neves. Passando por clássicos como O gabinete do Dr. Caligari de Weine e Nosferatu de Murnau, até o sádico Freddy Krueger nos anos 80, o gênero é um dos mais prolíficos já inventados.
.
Literatura Gótica
Quem pensa que a lista de autores cultados pelos góticos se resume a trilogia Poe-Baudelaire-Byron, está profundamente enganado. No terreno da literatura as influências são as mais variadas possíveis englobando românticos, surrealistas, beatnicks, expressionistas, modernistas, dadaístas e coisas que vão além da nossa imaginação.
Tudo começou com sir Horace Walpole e seu livro O castelo de Otranto lançado em 1764. Este livro discordava radicalmente dos padrões então vigentes. Sua atmosfera estava repleta de fantasmas, passagens secretas, terrores sobrenaturais e inverossímeis. Estava assim inaugurado o roman noir. O roman noir ou gothic novel, surgido durante o romantismo é mais uma atmosfera literária do que um estilo ou escola propriamente dita. Eis o porque deste gênero espalhar-se por outros estilos literários além do romantismo, rompendo todas as fronteiras da literatura. O conto de terror, o conto fantástico e a ficção científica podem ser considerados seus herdeiros diretos, garantindo ao gênero gótico uma extrema vitalidade até os dias de hoje. Aqui estão portanto citadas as pincipais obras da literatura gótica, romântica,fantástica e de terror. Esta pequena seleção bibliográfica está aberta a sugestões e inclusões. Alguns livros trazem resenha, para vê-la basta clicar sobre o título. É possível igualmente ver a biografia de alguns autores, bastando clicar sobre os nomes. Também fiz questão de incluir autores nacionais que de alguma forma se afinam ou sofrem influência da estética gótica.
.
Aldous Huxley, "Admirável Mundo Novo"
Apuleio, "O burro de ouro"
Álvarez de Azevedo, "Noite na Taverna", "Macario"
Ann Radcliffe, "Os castelos de Athlin e Dunbayne", "O italiano", "O confessionários dos penitentes negros"
Anne Ricce, "Entrevista com o vampiro"
Anthony Burgess, "Laranja mecânica"
Arthur conan Doyle, "Um estudo em vermelho" e "O cão dos Baskerville"
Arthur Rimbaud, "Uma temporada no inferno"
Augusto Carvalho Rodriguez dos Anjos, "Eu"
Bram Stoker, "Drácula"
Bryon, "Poesias", "Horas de Ócio", "Don Juan"
Cecília Meireles, "Cânticos", "Crônicas de Viagem" e "Espectros"
Chamisso, Hoffmann, Gogol, Andersen, "Contos dos homens sem sombra" (Coletânia)
Charles Baudelaire, "Flores do mal", "Paraísos Artificiais"
Charles Dickens, "David Copperfield", "O abismo"
Charles Maturin, "Melmoth. O viandante"
Charles Nodier, "Smarra; ou, Os demônios da noite"
Clarice Lispector, "A paixão segundo G.H.", "Perto docoração selvagem", "Laços de família", e todos os outros
Daniel Defoe, "Contos de Fantasmas", "Um diário do ano da peste"
Dante Allighiere, "A divina comédia"
Diderot, "A religiosa"
Donna Tart, "A histó secreta"
Edgar Allan Poe, "O corvo" (poema), "Histórias Extraordinárias"
Emily Bronte, "O morro dos ventos uivantes"
Ernst Theodor Amadeus Hoffmann, "Contos fantásticos", "O pequeno Zacarias chamado Cinábrio", "Contos sinistros", "Irmã Mônica"
Eurípedes, "Medéia"
.
Música Gótica
Gothic Music: O lado obscuro do pós-punk.
No final dos anos 70 e início dos anos 80, a raiva e a agressividde que incendiavam o movimento punk começam a ceder lugar a uma profunda depressão e um sentimento de insatisação de um lado e falta de perspectiva do outro. Na Inglaterra, Margareth Tatcher assume o poder, triplica-se o desemprego e aumenta a inflação. Este é o cenário triste da chamada década perdida.
Nas paradas musicais domina a pose, o glamour do pop inglês e da dance music com seus artistas poseurs e cintilantes.
Entretanto algo estava para acontecer em uma cidadezinha chamada Manchester, onde havia muita gente morando em subúrbios cinzentos recusando-se a enterrar o legado punk, e achando que aquele pop poseur tinha muito pouco a ver com a vida real na Inglaterra.
E é na mesma Manchester que surge o porta voz ideal destes angustiados de quarto, na figura de Ian Curtis, um dos primeiros a transformar toda essa melancolia e desilusão em música, através da sua banda Joy Division, que apesar da curta duração devido ao suicídio de Ian, seu vocalista, deixou como legado o rock mais melancólico e desesperado já feito. Sendo uma das bandas mais representativas do movimento pós-punk, como ficou conhecido este substilo musical do rock, que apresentava elementos musicais do punk mas com uma dose de melancolia mais acentuada. E é dentro do pós-punk que encontramos as mais representativas bandas do chamado estilo gótico, que no Brasil também foi chamado de dark, devido a preferência por roupas pretas de seus adeptos.
É nos anos 80 que a morte será o tema mais recorrente nas canções pop, sendo igualmente comuns temas como melancolia, desespero, abandono, decepções amorosas e falta de perspectivas. Estes temas estarão presentes nas músicas de um certo grupo suburbano de Crowley, Sussex, Inglaterra; chamado The Cure, cujo vocalista Robert Smith com seu jeito soluçante de cantar, cabelos desgrenhados e olhos pintados de preto, fez a alegria dos cultuadores de "deprê" em canções como One hundred years, The hanging garden e Siamese Twins, atingindo seu climax "noir" no disco Pornography de 1982.
Entretanto a cristalização do gótico em quanto gênero esteve a cargo de um quarteto de Northampton (Inglaterra), que em seu primeiro single desfia loas a um tal Bela Lugosi, famoso vampiro dos anos 30, e cujo vocalista Peter Murphy delirava pesadelos com sua voz soturna sob um baixo pesadão e efeitos macabros de guitarra; falando de temas como morte, vampiros, morcegos e rituais pagãos.
A voz igualmente soturna de Andrew Aldritch foi o selo definitivo de movimento gótico, sendo seu grupo, The Sister of Mercy considerado, com toda razão, o maior representante do gênero. Não se pode também esquecer as musas, pra ser mais exato duas musas, madrinhas, divas e rainhas máximas do gótico: Siouxsie Sioux e Anja Howe.
Comecemos por Siouxsie Sioux, a Bruxa madrinha de uma geração de cabelos arrepiantes, com seu estilo misto de diva dos anos 20 e de prostituta nos seus belos olhos extremamente maquiados. Siouxsie e seus banshees eram majestades únicas do reinado gótico. Guitarras distorcidas, batida tribal, harmonias fluidas e climas mórbidos se traduziam em pérolas como A Kiss in the Dreamhouse, Kaleidoscope e Nocturne. Siouxsie também foi uma das primeiras cantoras a liderar uma banda mais pesada. Nascidos no movimento punk, Siouxsie & The Banshees souberam fazer a perfeita transição para o gótico, sendo um dos precursores do estilo.
Quanto a sua majestade loira, Anja Howe, a vocalista da banda underground alemã X-Mal Deutschland, pode ser considerada pioneira do estilo gótico na terra de Goethe. Com sua voz inconfundível cheia de alalaôs e anomatopéias, acompanhada de guitarras e baixo linha serra elétrica. Eram também comuns na banda, o uso de recursos eletrônicos, criando sons viajantes que mesclados ao vocal sedutor, criavam texturas delirantes num perfeito clímax lírico-depressivo; levando os mortos vivos à loucura através de obras primas como Incubus Succubus, Tocsin e a maravilhosa Matador.
Seria ainda uma grande injustiça deixar de citar outras bandas igualmente seminais do estilo Gothic e do Darkwave como Clan of Xymox, The Mission, Opera Multi Steel, Poesie Noire, Cult, Switchblade Symphony, Love is Colder than Death... Bem são tantas que fica até difícil citar todas, em mais uma prova do quanto o estilo é prolífico.
No finalzinho da segunda metade da década de 1980, porém, o clima começa a tornar-se inóspito para morcegões e afiliados, e o estilo gótico começa a entrar em decadência, significando o fim de muitos grupos que consagraram o gênero, deixando orfãos e famintos de sangue muitos nosferatus, e fazendo as noites enevoadas de Londres (e porque não as noites garoentas de São Paulo) perder muito de seu charme.

Degeneração da degeneração:
No finalzinho dos anos 90 e começo de 2000, surgem bandas de heavy metal que vêem no rock gótico matéria-prima para uma reciclagem e renovação do estilo. Os adeptos do new-metal como o Cradle of Filth (que se denomina black gothic romantic metal), ou do sub gênero Doom tornam a fazer uma parte dos góticos sorrirem de felicidade, e outra parte virar a cara de desprezo.
Resta saber quem tem razão, pois só o tempo dirá, se este renascimento do gótico (se é que ele chegou mesmo a morrer), representará a sua volta e consagração, ou se eregirá o seu definitivo epitáfio... ou talvez nenhuma das alternativas anteriores. Contudo uma coisa é certa. Bela Lugosi's still waiting...
.
Pintura Gótica
"Beleza é terror. O que chamamos de belo nos faz tremer. A beleza é áspera e se parece com um extermínio. Ainda assim, é tudo que se quer." - Donna Tartt (A história Secreta)
"O horrível é belo, o belo é horrível." - Shakespeare (Macbeth)
No campo da pintura a influência da arte medieval especialmente do estilo românico e gótico (ao contrário do que foi dito em relação à arquitetura) praticamente não se faz sentir.
A presença da figura humana extremamente estilizada, o plano bidimensional que caracteriza o estilo, tem muito pouco a ver com os elementos iconográficos reverenciados atualmente pela tribo dark ou gótica. A exceção talvez fique por conta das obras de Giotto, sendo este pintor um dos precursores do rompimento com a tradição bizantina; ao dar um tratamento tridimensional às suas obras.
Quanto aos elementos simbólicos da arte medieval, de imaginário fortemente místico, este sim traria alguma influência, principalmente no que se refere ao rico bestiário medieval, ilustrado em especial nas iluminuras que costumavam ornar livros e manuscritos da época e também nos elementos decorativos de palácios e igrejas.
A arte renascentista ao contrário traz uma grande contribuição, presente principalmente nas obras de Hieronymus Bosch, Pieter Bruegel e Dürer. Artistas de apurada técnica e imaginação fértil. O flamengo Bosch demonstra isto muito bem, em sua obra: O jardim das delícias, no triplo painel onde representam-se o paraíso terrestre, o paraíso celestial e o inferno. Uma obra complexa povoada de pequenas figuras e criaturas imaginárias. Bosch seria na concepção de muitos estudiosos da arte, um surrealista antecipado.
Igualmente há influência estética na Arte Barroca que combinava movimentos energéticos, cores intensas e detalhes decorativos com expressiva originalidade e liberdade. O imaginário barroco é extremamente poderoso, expresso em; gestos, fundos sombreados e uso dramático da luz e sombra. As obras apresentam muitas vezes um caráter sombrio, pungente e dramático.
Destaca-se neste estilo artistas como Caravaggio, que em suas obras (principalmente as iniciais) celebrou personagens mundanas e sexualmente ambíguas, além de representar figuras religiosas como simples mortais. Um escândalo para a época.
Outro destaque vai para Jan Vermeer, que possuia uma refinada técnica em trabalhar efeitos de luz e figuras geométricas em seus quadros, como o célebre A rendeira; que tanto excitou a imaginação tresloucada de Dali. Não se pode ainda esquecer um mestre como Rembrandt, que sabia como nenhum outro combinar dramáticos efeitos de luz com sutis efeitos ilusórios, num quase abstracionismo.
Apesar de todos estes estilos e artistas da pintura terem influenciado na estética dos darks ou góticos, nenhuma desses escolas se compara em importância ao Expressionismo, Surrealismo e Modernismo, todas as artes contestadoras e revolucionárias.
Comecemos pelo Expressionismo, a arte do instinto, com sua pintura dramática e subjetiva. É um estilo explosivo, errático, que se fez presente também na literatura, no teatro, na dança e no cinema.
Edvard Munch e Van Gogh podem ser considerados artístas ícones do Expresssionismo.
Van Gogh é um artista fundamental do gênero, sua obra apresenta uma explosão de cores intensas e puras, e a presença de formas sinuosas que expressam a energia e a dramaticidade de uma alma atormentada.
O norueguês Edvard Munch, considerado um dos pintores mais radicais e talentosos de sua geração, demonstrou em obras como O Grito, um trabalho inquietante onde a representação pictórica sucumbe às fortes emoções, a tensão e a ansiedade do desepero. Nesta obra em particular; é como se todo o cenário em volta da personagem participasse da excitação aterradora do grito, expressando toda a angústia envolvida na cena.
Outra influência importante é Goya, em sua obra rica de representações misógenas e diabólicas, onde aparecem velhas decrépitas e ameaçadoras, além de feiticeiras que veneram o grande Bode e preparam pratos abomináveis.
Quanto ao Surrealismo, que acima de tudo foi um movimento revolucionário, temos igualmente manifestações não só na pintura, mas também na literatura e no cinema.
O Surrealismo é uma forma de expressão, instintiva, irracional, cuja arma principal era o escândalo. "Seu objetivo principal não era criar um novo movimento pictórico, literário ou até filosófico, mas sim fazer explodir a sociedade, mudar a vida" - (Buñuel).
Entre os artistas que mais se destacaram neste movimento na pintura estão: Picasso e Dali.
Picasso e Dali guardam uma certa semelhança pela fixação que possuiam em relação a mulher (Picasso-Dora Marr, Dali-Gala).
Picasso soube expressar como ninguém o delírio e a monstruosidade da guerra. Em sua obra mais conhecida, Guernica aparecem rostos hediondos, torturados e abjectos, que são na verdade os próprios rostos da guerra e da desgraça provocada pelos nazistas, e eram eles mesmos que atribuiam a obra do próprio Picasso e de outros artistas surrealistas o título de: artistas degenerados.
Dali foi um dos artistas mais delirantes de seu tempo, possuindo uma imaginação fértil, obcessiva e irracional. Criador do método paranóico-crítico, de um estilo e vida exibicionista, nem sua fase Avida Dollars foi capaz de ofuscar sua obra. Poderia ainda citar outras obras, artistas e gêneros, mas prefiro deixá-los com esta pequena amostra da influência da pintura na estética dark.

enviada por Rock Star



10/05/2004 14:06
O DIA TÁ FODA !!!
enviada por Rock Star



10/05/2004 14:06


enviada por Rock Star



10/05/2004 14:04
I ´M GOTHIC BRAZILIAN


Eu sou tão gótico. Na pré escola, o único lápis de cor
que eu usava
era preto.

Eu sou tão gótico. Fui eu quem pintou minha sombra de
preto.

Eu sou tão gótico, minhas pupilas são pretas.

Eu sou tão gótico. Meu preto é mais preto que o seu
preto. Eu o chamo
de "preto preto".

Eu sou tão gótico que quando eu entro em um lugar, as
luzes se apagam.

Eu sou tão gótico que eu ponho óculos escuros sempre
que abro a
geladeira.

Eu sou tão gótico que eu não pinto minhas unhas de
preto, eu bato
nelas com um martelo.

Eu sou tão gótico que eu morri e não sabia disso.

Eu sou tão gótico que eu escrevo tudo em papel preto
com uma caneta
preta no escuro... e nunca posso ver o que foi aquilo
que eu escrevi.

Eu sou tão gótico que eu não sou só gótico, mas
também "goth", "gothe", "goff", "gawth", "gauwth",
"gothic", "gothik",
"gothique" e "gawfickk" e em breve espero ser também
"gauewthickueu."

Eu sou tão gótico que tentei vender minha alma ao
diabo e ele não
quis comprá-la!

Eu sou tão gótico que quando eu alivio por alguns
momentos minha
expressão de tristeza e depressão as pessoas
perguntam: "O que fez
VOCÊ tão feliz?"

Eu sou tão gótico que quando eu saio de casa, o sol se
põe.

Goth#1: Eu sou tão gótico que os músculos do sorriso
de minha face
atrofiaram.
Goth#2: Eu sou tão gótico que os músculos do sorriso
de minha face
nunca cresceram.
Goth#3: O que é sorriso?

Eu sou tão gótico que eu digo coisas como "eternamente
seu nas
sombras", "amor e escuridão", "possa a eterna
escuridão do abismo
capturá-lo e encobri-lo em seu abraço doce, infernal e
doentio".

Eu sou tão gótico que eu disparo detectores de metal
de aeroportos a
dez metros de distância com todos os meus acessórios.

Eu sou tão gótico que eu sou o único gótico REAL.

Eu sou tão gótico que eu me matei... duas vezes.

Goth#1: Eu sou tão gótico que uma nuvenzinha me segue
onde eu vou e
chove em mim.
Goth#2: Eu sou tão gótico.. eu SOU a nuvenzinha.

Eu sou tão gótico que eu sou mais gótico que qualquer
um.

Eu sou tão gótico que eu estou morto.

Eu sou tão gótico que eu carrego comida pintada de
preto por aí pro
caso de eu ter que comer qualquer comida que não seja
preta.

Eu sou tão gótico que quando eu saio pra dançar eu
levo minha própria
parede, preta.

Goth#1: Eu sou tão gótico que na pré-escola todos os
meus desenhos
eram intitulados "MORTE".
Goth#2: Eu sou tão gótico que na pré-escola ao invés
de escrever meu
nome eu escrevia "MORTE"

Eu sou tão gótico que assim que eu nasci eu passei um
delineador nos
olhos.

Eu sou tão gótico que eu acho que Jesus deve ter sido
um vampiro.

Eu sou tão gótico que eu vestia corpetes na
pré-escola.

Goth#1: Eu sou tão gótico que eu não estranharia se a
coleira do meu
cachorro ficasse melhor em mim do que nele.
Goth#2: Eu sou tão gótico que eu SEI que a coleira do
meu cachorro
fica melhor em mim.
Goth#3: Eu sou tão gótico que eu roubei a coleira do
meu cachorro.

Goth#1: Eu sou tão gótico que as criancinhas ficam
paralisadas com a
minha aparência.
Goth#2: Eu sou tão gótico que os pais fogem com seus
filhos quando
eles os vêem paralisados com a minha aparência.

Eu sou tão gótico que eu fui banido.

Eu sou tão gótico que eu não tomo remédios assim posso
ficar mais
gótico.

Eu sou tão gótico que quando nasci o médico me deu uma
palmada e eu
não chorei.

Goth#1: Eu sou tão gótico que minha mera presença faz
secar as
flores.
Goth#2: Eu sou tão gótico que eu as prefiro desse
jeito.

Eu sou tão gótico que eu acho dizer "oh my goth"
bonitinho.

Eu sou tão gótico que se eu sorrio as pessoas me
perguntam o que há
de errado.

Eu sou tão gótico que velhinhas atravessam a rua para
me xingar.

Goth#1: Eu sou tão gótico que quando eu durmo as
pessoas vêm checar o
meu pulso.
Goth#2: Eu sou tão gótico que eu não tenho pulso.

Eu sou tão gótico que fui atacado por necrófilos

Eu sou tão gótico que uso pijamas de pvc

Eu sou tão gótico que a escuridão fica assustada
comigo

Eu sou tão gótico que fui adotado pela Família Adams

Eu sou tão gótico que meu cachorro faz "Bau-haus!
Bau-haus!"

Eu sou tão gótico que meu carro faz "ankh, ankh,
ankh!!!"

Eu sou tão gótico que eu durmo embaixo da cama

Eu sou tão gótico que eu sou até gótico

Eu sou tão gótico que eu sou punk

Eu sou tão gótico que eu não sou gótico

enviada por Rock Star



10/05/2004 14:02

enviada por Rock Star



10/05/2004 14:00
BOICOTE MC CANCER

Esfomeando os Pobres
Enquanto milhares de pessoas morrem de fome todos os dias, vastas áreas de terra em países subdesenvolvidos são usadas para pastagens de gado ou para o cultivo de cereais que irão alimentar animais, que por sua vez vão ser comidos no ocidente.
O McDonald's promove continuamente produtos à base de carne, encorajando as pessoas a comerem carne mais freqüentemente, o que leva ao desperdício de mais e mais reservas de alimento.
145 milhões de toneladas de cereais, com as quais se alimenta o gado, produzem apenas 21 milhões de toneladas de carne e derivados. Com uma dieta vegetariana a Grã-Bretanha, por exemplo, poderia facilmente ser auto-suficiente em comida.
Destruição o Planeta
As florestas mais bonitas do mundo estão sendo destruídas num ritmo apavorante por companhias multinacionais. O McDonald's admitiu usar carne criada em terras de ex-florestas úmidas. O uso de terras agrícolas feito pelas multinacionais e pelos seus fornecedores força as populações locais a mudarem-se para outras áreas e a cortarem ainda mais árvores, agravando o já preocupante problema do desmatamento. O McDonald's é a multinacional que mais usa carne em todo mundo. O metano emitido pelo gado criado pela indústria da carne é um dos principais causadores da crise de "aquecimento global" além disso, todos os anos, o McDonald's gasta milhares de toneladas de embalagens desnecessárias que acabam nas cestas de lixo.
Arruinando a sua Saúde
O McDonald's promove sua "comida" como sendo saudável, mas a realidade é que possui um teor de gordura demasiadamente alto, além do excesso de açúcar e sal, e baixa quantidade de fibra e vitaminas. Uma alimentação desse tipo aumenta o risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e outras doenças. A "comida" do McDonald's também contém muitos aditivos químicos, alguns dos quais são causadores de saúde precária e hiperatividade nas crianças. Não se esqueça também que a carne é a causa da maioria dos acidentes de intoxicação alimentar. Em 1991, o McDonald's foi responsável por uma série de intoxicações alimentares na Grã-Bretanha, nos quais as pessoas sofreram de graves problemas nos rins.
Assassinato em Massa
Os cardápios das lanchonetes são baseados na tortura e no assassinato de milhões de animais inocentes. A maior parte destes animais são criados intensivamente, sem acesso ao ar fresco e à luz solar, e sem liberdade de movimentos. As suas mortes são cruéis; o abate humano é um mito, os animais no abate são aturdidos quase sempre de maneira pouco eficaz, fazendo com que estes sejam degolados ainda plenamente conscientes.
Vítima Inocente
O principal público alvo do McDonald's são as crianças. Elas são atraídas através do palhaço Ronald, das caixinhas coloridas com brinquedos, propagandas com crianças etc. Este público é o mais indefeso de todos, por não possuir personalidade formada ainda e pelos pais que tendem a satisfazer suas vontades. Quem tem filhos sabe o quanto é difícil controlá-los quando desejam alguma coisa. E com isso lá estão as crianças ingerindo os alimentos mais prejudiciais existentes.
Hipocrisia
"Vamos comer um BigMac! A renda será totalmente revertida para as criancinhas vítimas de câncer!" É no mínimo irônico que a mesma empresa responsável por estimular maus hábitos alimentares em crianças, e por vender inúmeros alimentos que aumentam o risco ao câncer, faça uma campanha dessas. E as pessoas ingenuamente acreditam que estão comendo um hamburguer por uma boa causa! Se você quer ajudar as crianças com câncer, entre em contato com uma instituição e o faça diretamente.



enviada por Rock Star



10/05/2004 13:57


enviada por Rock Star



10/05/2004 13:55
A Condessa Sanguinária*
Por:
Alejandra Pizarnik

O criminoso não cria a beleza; ele próprio é a verdadeira beleza
JEAN-PAUL SARTRE
Há um livro de Valentine Penrose* que documenta a vida de uma personalidade real e fora do comum: a condessa Báthory, assassina de mais de seiscentas moças. A perversão sexual e a loucura da condessa Báthory são tão óbvias que Valentine Penrose não as considera, concentrando-se na beleza convulsiva da personagem.
Não é fácil descrever este gênero de beleza. Mas Valentine Penrose obtém êxito, talvez por trabalhar admiravelmente bem com o conteúdo estético desta história lúgubre. Ela circunscreve o reino subterrâneo de Erzebeth Báthory no interior da câmara de tortura, e a câmara de tortura no interior do castelo medieval. Lá, onde a beleza sinistra das criaturas noturnas se concentra na dama silenciosa de palidez lendária, olhos insanos, e vasta cabeleira, negra como os corvos.
Um filósofo conhecido inclui os gritos na categoria do silêncio - gritos, lamentos, maldições, constituem 'uma substância silenciosa'. A substância deste mundo subterrâneo é o mal. Sentada em seu trono, a condessa Báthory observa as torturas e ouve os gritos. Suas velhas e terríveis criadas são criaturas mudas que aquecem nas chamas, facas, agulhas, barras de ferro; elas torturam as moças, que são enterradas depois. Com seus ferros e facas, estas duas mulheres constituem em si instrumentos de possessão. Esta cerimônia obscura possui um único espectador.


*O livro de Penrose é Erzsébet Báthory, la comtesse sanglante, Paris, 1962 (U.K., 1970). No Brasil foi publicado pela editora Paz e Terra em 1992 como Erzsébet Báthory, A condessa sanguinária. (Orlando)

I. A DAMA DE FERRO
...entre as gargalhadas rubras de lábios trêmulos e gestos monstruosos de mulheres mecânicas
RENÉ DAUMAL
Exitia em Nurembergue um famoso autômato conhecido como A Dama de Ferro. A condessa Báthory comprou uma cópia para sua câmara de tortura no castelo Cseithe. Esta boneca mecânica era do mesmo tamanho e cor de uma criatura humana. Nua, pintada, coberta de jóias, com uma cabeleira loira que chegava até o chão, possuía um dispositivo mecânico que a fazia curvar os lábios num sorriso, e mover os olhos.
A condessa, sentada em seu trono, observa.
Para que a Dama entre em ação é preciso tocar algumas das pedras preciosas em sua gargantilha. Ela responde imediatamente com barulhos metálicos, e um movimento vagaroso de seus braços brancos e metálicos, que se fecham abraçando perfeitamente quem quer que esteja próximo - neste caso, uma moça. O autômato a segura em seus braços, e ninguém é capaz de separar o corpo vivente do corpo de aço, ambos igualmente belos. De repente, os seios pintados de Dama de Ferro se abrem, cinco punhais surgem, e penetram a companheira em luta, cujo cabelo é tão belo quanto o seu.
Findo o sacrifício, outra pedra na gargantilha é tocada: os braços descem, o sorriso cessa e os olhos se cerram, e a assassina transforma-se novamente na Dama, imóvel em seu ataúde.


II. MORTE PELA ÁGUA
Ele permanece. Ele permanece como se estivesse ebsolutamente e definitivamente sentado.
WITOLD GOMBROWICZA estrada está coberta pela neve e, dentro da carruagem, a dama sombria envolta em chales está aborrecida. De repente ela chama pelo nome uma das suas damas de compania. A garota é trazida para ela. A condessa morde-a freneticamente e insere agulhas em sua carne. Logo depois o grupo abandona a moça ferida na neve. A garota tenta escapar. Ela é perseguida, capturada, e trazida de volta à carruagem. Um pouco mais adiante eles param: a condessa ordenou que trouxessem água fria. Agora a garota está nua, estendida na neve. A noite caiu. Está cercada por um círculo de tochas, suspensas por lacaios impassíveis. Eles lançam a água sobre seu corpo e a água transforma-se em gelo. (A condessa observa, dentro da carruagem). A moça tenta um último e mínimo gesto, tentando se aproximar das tochas - a única fonte de calor. Mais água é lançada sobre ela, e ela permanece lá, para sempre, honrada, morta.
III. A JAULA LETAL
...feridas negras e rubras surgem na carne magnífica.
ARTHUR RIMBAUD
Adornada com facas e finas lâminas de ferro, ela comporta um corpo humano, e pode ser elevada com uma polia. A cerimônia da jaula ocorre da seguinte maneira:
Dorko e a dama trazem uma garota nua puxada pelos cabelos, que é presa na jaula e suspensa. A Senhora Destas Ruínas surge, uma sonâmbula em vestes brancas. Devagar e silenciosamente senta-se num banco marmóreo sob a jaula.
Com um atiçador em brasa bem seguro nas mãos, Dorko acossa a prisioneira, e esta retrocedendo (eis a engenhosidade desta jaula) apunhala a si própria nas lâminas afiadas, enquanto o sangue cai sobre a mulher pálida que, dasapaixonadamente, o recebe, olhos fixos no nada, entorpecida. Quando a dama retorna do transe, lentamente abandona o recinto. Ocorreu uma transformação: seu vestido branco está vermelho, e onde havia uma moça jaz um cadáver.

IV. TORTURA CLÁSSICA

Fruto imaculado, intocado pelos vermes ou pela geada,
cuja pele lisa e sedosa clama pela mordida!
BAUDELAIRE
Exceto por alguns refinamentos barrocos - como a Dama de Ferro, a morte pela água, ou a jaula - a condessa se restringia a um monótono estilo clássico de tortura, que pode ser resumido da seguinte maneira:
Várias garotas belíssimas e fortes eram selecionadas - sua idade se restringia dos 12 aos 18 anos - e conduzidas a uma câmara de torturas onde, sentada em seu trono, a condessa aguardava. Após atarem seus punhos, os servos açoitavam as moças até que a carne de seus corpos se dilacerasse e elas se tornassem uma massa de feridas abertas; então os servos queimavam-nas com atiçadores em brasa; cortavam seus dedos com tesouras; despedaçavam suas feridas; apunhalavam-nas com adagas (se a condessa ficasse entediada com os gritos, costuravam suas bocas; e se uma das garotas desmaiasse antes da hora adequada eles a reviviam com um papel em chamas colocado entre suas pernas). O sangue fluía em rios e o vestido branco da dama noturna tornava-se vermelho. Tão vermelho que ela tinha que ir para seus aposentos trocá-lo (em que pensaria durante esta breve interrupção?). As paredes e o teto da câmara também ficavam vermelhos.
Nem sempre a dama permanecia impassível com os outros agindo à sua volta. Por vezes ela oferecia alguma ajuda, e então, impetuosamente, dilacerava a carne - nos lugares mais sensíveis - com pequenas pinças afiadas de prata; ou então usava agulhas, cortava a carne entre os dedos, pressionava colheres e ferros em brasa contra as solas dos pés, chicoteava (certa vez, durante uma de suas excursões, ela ordenou que os servos erguessem uma garota que havia acabado de morrer e ficou açoitando-a mesmo sabendo que estava morta); também assassinou muitas com água gelada, utilizando um método que foi inventado por Darvulia, a bruxa; este consistia em mergulhar uma moça na água gelada, deixando-a lá por uma noite inteira). Por fim, quando, quando a condessa adoecia, traziam garotas para junto de sua cama, para que ela pudesse mordê-las.
Durante seus arrebatamentos eróticos ela lançava insultos blasfemos contra as vítimas. Insultos blasfemos e uivos de loba eram seu modo expressão quando vagava dominada pela paixão pelos corredores obscuros do castelo. Porém, nada era mais aterrador que seu riso. (Recapitulando: o castelo medieval, a câmara de torturas, as doces mocinhas, servos e servas idosos e horríveis, a belíssima mulher enlouquecida gargalhando num êxtase doentio provocado pelo sofrimento dos outros.) Suas últimas palavras, antes de deixar-se cair num desmaio final, poderiam ter sido: 'Mais, mais, sem perdão, sem piedade!'
Nem sempre o dia era inocente e a noite culpada. Pela tarde ou de manhã, jovens damas de compania traziam vestidos para a condessa, e isto era pretexto para inúmeras cenas de crueldade. Sem exceção, Dorko descobria faltas a serem punidas, e selecionava duas ou três vítimas culpadas (neste momento os olhos pesarosos da condessa brilhavam). A punição das damas de compania - e das jovens em geral - era variável. Se a condessa estivesse em seus raros momentos de bom humor, Dorko apenas deixava as vítimas desnudas, e elas continuariam a trabalhar, nuas, sob a supervisão dos olhares da condessa, em galerias amplas cheias de gatos pretos. As moças encaravam esta punição indolor como uma agonia maravilhosa, pois nunca julgaram o fato possível. Mas o certo, obscuramente, seria que elas se sentissem terrivelmente humilhadas, pois sua nudez inseria-as num tipo de universo animal; um sentimento ressaltado pela presença completamente vestida da condessa, observando-as. Esta cena me faz pensar na Morte - Morte das velhas alegorias, como a Dança Macabra. Desnudar é uma prerrogativa da morte; outra é o olhar constante lançado sobre as criaturas que ela despojou. Porém, existe algo mais: o clímax sexual obriga-nos a gestos e expressões semelhantes aos da morte (agarrados numa contorção semelhante à agonia, paroxismo de gritos e suspiros). Se o ato sexual implica num tipo de morte, Erzebet Báthory precisava da morte visível, elementar, ordinária, para obter a morte do outro fantasma mortal que denominamos orgasmo. Mas, quem é a Morte? Um ente que violenta e devasta quando bem entende. Eis uma descrição possível da condessa Báthory. Jamais alguém desejou tão profundamente não envelhecer; quero dizer, morrer. Eis porque, talvez, ela assumiu tão bem o papel de Morte. Pois, como poderia Morte morrer?
Mas retornemos às damas de compania e às servas. Se Erzebet despertou mal-humorada, ela não se satisfaz com seus tableaux vivants, porém:
Quem roubou uma moeda paga com a mesma moeda... em brasa, que a garota tinha que segurar firmemente na mão.
A condessa em pessoa costurava a boca daquela que tagarelou durante o trabalho, ou, pelo contrário, abria sua boca até que os lábios se rasgassem.
Ela também utilizava o atiçador, com o qual queimava indiscriminadamente faces, seios, línguas...
Quando as punições ocorriam no quarto de Erzebet, à noite, era preciso espalhar grande quantidade de cinzas em volta da cama, permitindo que tal dama atravessasse sem dificuldade as grandes poças de sangue.


V. PELO PODER DO NOME

E a loucura fria percorria a casa .
MILOSZ
O nome dos Bathory - em cujo poder Erzebeth acrediva, como se fosse um poderoso talismã - era ilustre desde os primórdios do Império Húngaro. Não era casual o fato do escudo da família ostentar dentes de lobo, pois os Bathory eram cruéis, destemidos e luxuriosos. Os diversos casamentos consanguíneos contribuíram, talvez, para aberrações hereditárias e doenças: epilepsia, gota, luxúria. Portanto, não é de se estranhar que a própria Erzebet fosse epilética: ela parecia possuída por ataques tão inesperados quanto as terríveis dores nos olhos e mal-estares (que aliviava colocando pombos feridos, ainda vivos, na testa).
A família da condessa era notória por esta fama ancestral. Seu tio, Istvan, por exemplo, era tão louco que costumava confundir o verão com o inverno, e deslizava entre as areias ardentes que eram, em sua mente, estradas cobertas pela neve. Ou seu primo Gabor, cuja paixão incestuosa era correspondida pela irmã. Porém, a mais encantadora era sua famosa tia Klara. Ela teve quatro maridos (os dois primeiros morreram por sua própria mão) e faleceu de modo melodramático: foi surpreendida nos braços de um visitante ocasional por seu amante, um paxá turco: o intruso foi assado num espeto e tia Klara foi violentada (se este verbo pode ser devidamente empregado neste sentido) por toda a guarda turca. Entretanto, isto não causou sua morte: pelo contrário, seus estupradores - cansados talvez - finalmente se livraram dela. Ela costumava arrumar amantes nas estradas húngaras, e não se importava em deitar numa cama onde havia acabado de assassinar uma de suas criadas.
Na época em que a condessa chegou aos quarenta anos de idade, os Bathory haviam sido obscurecidos, consumindo-se seja na morte ou na loucura. Eles se tornaram quase sensíveis, perdendo o interesse que haviam despertado desde então na condessa.
VI. UM NOIVO GUERREIRO

Quando um guerreiro me tomou em seus braços Eu senti o prazer...
A ELEGIA ANGLO-SAXÃ (SÉC. VIII)

Em 1575, aos quinze anos, Erzebet casou-se com Ferencz Nadasdy, um corajoso soldado. Esta alma simples nunca desconfiou que aquela pela qual nutria um certo amor mesclado ao medo fosse, de fato, um monstro. Ele vinha até ela nos breves intervalos entre as batalhas, inundado em suor de cavalo e sangue - as normas de higiene ainda não haviam sido minimamente estabelecidas - e isso provavelmente chocava os sentimentos delicados de Erzebet, sempre vestida com roupas finas e perfumada com ricas fragrâncias.
Um dia, caminhando pelos jardins do castelo, Nadasdy viu uma jovem nua amarrada a uma árvore. Ela estava coberta de mel: havia uma multidão de moscas e formigas sobre seu corpo, e ela suspirava. A condessa explicou que a moça estava pagando pelo pecado de ter roubado algumas frutas. Nadasdy riu ingenuamente, como se tivesse ouvido uma piada.
O soldado não permitia que ninguém o incomodasse com histórias a respeito da esposa, histórias de mordidas, agulhas, etc. Foi um sério erro: mesmo quando recém-casados, durante aquelas crises cuja causa era um segredo dos Bathory, Erzebet costumava espetar suas damas de compania com longas agulhas; e quando, abatida por mal-estares terríveis ficava acamada, roía seus ombros e mascava os bocados de carne que conseguía arrancar. Como mágica os gritos das moças aliviavam sua dor.
Mas tudo isso eram brincadeiras de criança - bricadeiras de uma mocinha. Durante a vida do marido ela nunca cometeu nenhum assassinato.

VII. O ESPELHO DA MELANCOLIA

Tudo é espelho!
OCTAVIO PAZ A condessa podia passar dias e dias diante de seu grande espelho negro; um espelho famoso que ela mesma concebeu. Era tão confortável que possuía apoios para descansar os braços, de modo que ela pudesse permanecer várias horas diante dele sem fatigar-se. Podemos supor que acreditando ter planejado um espelho, Erzebet na verdade concebêra os planos de seu covil. Agora podemos entender porque só as músicas mais tristes e absorventes de sua orquestra cigana, ou festas em caçadas perigosas, ou as fragrâncias violentas de hervas mágicas da cabana da feiticeira, ou - acima de tudo - os porões cheios de sangue humano, podiam despertar algo parecido com a vida em sua face perfeita. Porque ninguém tem mais sede por terra, por sangue e por uma sexualidade feroz do que as criaturas que habitam espelhos frios. E procedendo no assunto dos espelhos, os comentários a respeito de sua suposta homossexualidade nunca foram confirmados. Seria inconsciente, ou, pelo contrário, será que ela havia aceitado o fato com naturalidade, como mais um direito que se atribuía? Ela viveu num universo profundamente feminino. Haviam apenas mulheres em suas noites criminosas. Alguns detalhes são reveladores: por exemplo, na câmara de tortura, durante os momentos mais tensos, ela própria escorria a cera de uma vela no sexo da vítima. Também existem testemunhos de prazeres menos solitários. Uma das criadas disse durante o julgamento que uma dama aristocrática e misteriosa vestida como um jovem visitava a condessa. Numa ocasião ela havia visto ambas juntas, torturando uma garota. Mas não sabemos se compartilhavam outros prazeres além dos sádicos.
Mais acerca do tema dos espelhos: mesmo que não estejamos interessados em explicar esta figura sinistra, é preciso confrontar o fato de que ela sofria daquela doença típica do século XVI: a melancolia.
Uma cor imutável paira sobre o melancólico: seu abrigo é um espaço colorido pelos suspiros. Nada acontece ali. Ninguém ali penetra. É um palco nu no qual o eu inerte é auxiliado pelo eu que sofre daquela inércia. Este último tenta libertar o primeiro, porém todo esforço é inútil, como Teseu teria falhado, se não fosse apenas ele, mas também o Minotauro; para matá-lo teria que matar a si próprio. Mas existem remédios, paliativos: prazeres sexuais, por exemplo, podem obliterar por um breve momento a galeria silenciosa de ecos e espelhos que constituem a alma melancólica. Ainda mais: eles podem iluminar a câmara funerária e transformá-la numa espécie de caixinha de música com criaturinhas coloridas e alegres que dançam deliciosamente. Logo porém, quando a música cessa, a alma retorna à imobilidade e ao silêncio. A caixinha de música não é uma comparação gratuita. Creio que a melancolia é um problema musical: uma dissonância, uma alteração rítmica. Enquanto no exterior tudo acorre na cadência vertiginosa de uma catarata, o interior é o adagio exaurido de gotas de água cansadas, caindo de hora em hora. Por esta razão, o exterior, observado do interior melancólico, parece absurdo e irreal, e constitui "a farsa que é preciso encenar". Porém, por um instante - devido à música selvagem, a drogas, ou ao ato sexual conduzido ao seu clímax - o próprio ritmo lento da alma melancólica não só se eleva ao nível daquele do mundo exterior: ele ultrapassa-o numa extasiante exorbitância, e então a alma vibra animada por novas e delirantes energias.
A alma melancólica vê o Tempo como se estivesse suspenso no antes e no depois da violência fatalmente efêmera. Apesar de ser verdade que o tempo jamais encontra-se suspenso, mas cresce como as unhas da morte. Entre dois silêncios ou duas mortes, o momento prodigioso, breve, de velocidade, assume as diversas formas da luxúria: desde a inocente intoxicação até as perversões sexuais, e mesmo o assassinato.
Penso em Erzebet Bathory e em suas noites cujo ritmo era cadenciado pelos gritos das garotas inocentes. Vejo um retrato da condessa: a dama bela e sombria assemelha-se às alegorias da Melancolia,
representada em antigas gravuras. Também me recordo que naquela época uma pessoa melancólica era uma pessoa possuída pelo Diabo.
VIII. MAGIA NEGRA


...quem assassina o sol para estabelecer o reino da noite obscura.
ANTONIN ARTAUD
Erzebet era obcecada pela idéia de manter a velhice à distância, a qualquer custo. Sua devoção total às artes da magia negra tinha como objetivo preservar - intacto por toda a eternidade - o "pássaro doce" de sua juventude. As ervas mágicas, os encantamentos, os amuletos, e mesmo os banhos de sangue possuíam, aos seus olhos, uma função medicinal: imobilizar a beleza de modo que ela se tornasse, por toda eternidade, um sonho de pedra. Ela sempre viveu cercada por talismãs. Nos seus anos de crime ela escolheu um talismã simples, que continha um pergaminho imundo e antiqüíssimo, no qual estava escrita, numa tinta específica, uma oração para uso pessoal. Ela trazia-o junto ao coração, sob os vestidos finos, e numa festa ela segurava-o disfarçadamente. Traduzo a prece:
Ajude-me, ó Isten; e você também, nuvem poderosa. Proteja-me, Erzebet, e garanta a mim vida longa. Ó nuvem, estou em perigo. Envie-me noventa gatos, pois tu és a suprema senhora dos gatos. Ordene a eles que se reúnam aqui, vindos de seus abrigos: das montanhas, das águas, dos rios, das sargetas e dos oceanos. Diga a eles que venham rápido e mordam o coração de _______ e também o coração de _______ e de _______. E também que mordam e dilacerem o coração de Megyery, o Vermelho. E guardem Erzebet de todo mal.
As lacunas deviam ser preenchidas com os nomes daqueles cujos corações ela queria que fossem mordidos.
Em 1604 Erzebet tornou-se uma maga e encontrou Darvulia. Darvulia era exatamente como a bruxa da floresta que nos amedronta nos contos infantis. Velha, irritada, sempre cercada de gatos pretos, Darvulia correspondia plenamente à fascinação de Erzebet: nos olhos de Erzebet a bruxa encontrou uma nova versão dos poderes diabólicos encerrados nos venenos da floresta e na frieza da lua. A magia negra de Darvulia inscreveu-se no silêncio obscuro da condessa. Ela iniciou-a em jogos ainda mais cruéis; ensinou-a a observar a morte, e o sentido de observar a morte. Incitou-a a procurar a morte e o sangue num sentido literal: ou seja, a amá-los pelo que são, sem medo.


enviada por Rock Star



16/04/2004 23:44
Negro Amor

Debaixo da luz da lua que se escaldava sobre a minha cabeça, eu podia observar alem das estrelas e acreditar em todas esperanças toscas que minha´lma guardava no peito.
A noite, é só o começo de um longo dia em meio a minha própria escuridão. Escuridão é essa que leva meu nome, meu nome noite, meu nome lua, meu nome gótico e negro de escuridão, nome esse de uma alma sem perdão. Só escuridão.
No meio do negro das paredes do meu quarto, me escondo, fazendo do meu intimo uma capa protetora , que me protege de toda essa dor que o mundo me traz, só quero poder dormir em paz comigo mesmo.
Dormir em paz.
O dia, me mostra só mais um dia em que tenho que se esconder de mim mesmo, um dia de dor e mais dor pela frente. Intermináveis são esses meus dias e noites em que nem consigo dormir, tenho uma alma atormentada pelo AMOR que me foi dado e que o desprezei, um Amor que ultrapassou todas as dificuldades para ficar ao meu lado, um aMor que sempre me amOU, um AMOr que surgiu do meio de uma total escuridão, e diante dos meus próprios olhos se tornou luz, um Amor que se fez eclipse, um que antes de mim me deixou.
Escuridão maldita, dor maior é essa dor do AMOR, como desprezo !
Por onde andas?
E porque veio até mim?
Maldita seja a palavra AMOR!!!!
Maldição que me acompanha, este maldito mundo de sentimentos ilusórios que só me faz sofrer .Como posso acreditar em algo assim que só me trouxe a dor; algo que me prende mais e mais a esse mundo de solidão.
Solidão que me acompanha em cada momento, solidão que já faz parte da minha felicidade.
Que solidão é essa ?
O que sentes você ?
Maldito negro amor.
Que espécie de sentimento é esse que me mata por dentro, corroendo meu peito por um todo, sentimento esse que me leva ao desespera e me faz morrer por dentro pouco a pouco.
Sem mais aguentar essa minha dor , me tranco de mim mesmo, me cego ,me renego.
Os dias se tornaram longos dias, em que me sufocam pouco a pouco, me detesto, me odeio, me rasgo, me corto. Vejo meus pulsos sangrarem lentamente, as gotas que caem ao chão formam desenhos da minha escuridão, meus olhos vão se apagando, vou perdendo os sentidos, os meus sentimentos maus sentidos que nunca, ou melhor que não quis sentir; vou apagando, morrendo, só estou renascendo !
Morrendo !
Não aguento + esta Solidão,que torna negro o meu peito....

Danyel Brandão
enviada por Rock Star






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)